quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Livre admissão da cooperativa de crédito Sicoob/SC Crediserra foi aprovada pelo Banco Central

Após a formatação de um planejamento estratégico que compõe o plano de transformação e o ato aprovado pelos cooperados em Assembleia Geral, a aprovação pelo Banco Central – BACEN, era o passo que faltava para o Siboob_SC-Crediserra passar a atuar como cooperativa de livre admissão de associados.

A aprovação pelo BACEN foi confirmada no dia 16/12/2010 através do expediente 2010/12154.
Até então como Cooperativa de Crédito Rural do Planalto Serrano, o Sicoob/SC – Crediserra atendia apenas a produtores rurais ou agropastoris.

A transformação acontece para que cooperativa de crédito amplie o atendimento aos seus cooperados, através de um planejamento e execução de forma mais detalhada de suas atividades, pois com o novo formato a cooperativa poderá atender a diversas áreas de atuação, abrangendo todas as pessoas físicas e jurídicas.

“A livre admissão de associados abrirá um leque de atuação da cooperativa em segmentos diferentes, alavancando seu crescimento”, afirma o presidente do Sicoob/SC-Crediserra, Antonio Carlos Muniz.

Maçã: Safra e mercado 2010

A colheita de maçã 2010 certamente marcou na história e deixou sinais de alerta aos produtores em conseqüência do excesso de chuvas e dificuldade para contratar a mão-de-obra safrista.O resultado não podia ser outro - maçã colhida fora do ponto para armazenagem, coloração precária para os clones mais antigos e excesso de indústria remetida para as câmaras frias.Foi uma grande safra, situando-se ao redor de 1,3 milhão de toneladas, número muito elevado considerando-se um mercado internacional menos receptivo pela crise, qualidade menor e uma taxa cambial que penaliza o preço dos lotes exportados.

Os preços do mercado interno se mantiveram em patamar abaixo do custo de produção enquanto a colheita se estendia em maio e junho adentro.

Lotes que deveriam ser destinados diretamente à indústria provocaram um tumulto na logística de armazenagem e, o pior, sinalizamos para o mercado uma política de “aproveitamento” de fruta que desestrutura os padrões de qualidade consagrados e permite ao comprador forçar preços de maçã de nichos nobres para níveis aviltantes porque o mercado está inundado de tipo especial ( Cat. 1 e 2 mix), comercial de 4ª categoria e sacolões.

O negócio entre parceiros importantes ficou desequilibrado e fragilizado do lado do produtor e perdemos o controle por se tratar de produto perecível. Qualquer mercado com oferta muito acima do nível de consumo desequilibra o nível de forças entre os agentes.

Parece que o setor precisa de uma intervenção da natureza para equilibrar as forças do mercado.
A colheita 2011 sinaliza uma produção menor, difícil imaginar se a melhoria de preço poderá absorver as perdas deste ano.

Com certeza o nível de endividamento poderá afetar o equilíbrio financeiro por duas a três temporadas, principalmente pelos eventos naturais de geadas tardias e granizos.
Algumas ações merecem ser trabalhadas com mais empenho e de maneira coletiva pelo setor:
1 . A pulverização do setor em uma centena de marcas e classificações fora dos padrões estabelecidos por normas oficiais cria uma confusão de mercado que favorece o distribuidor, com péssimos resultados para o produtor e para o consumidor.
A ação de organizar nosso setor que já está apresentando um bom nível de adesão precisa abranger um percentual mais elevado.
Trata-se de repor um equilíbrio de forças para administrar resultados compatíveis aos elevados investimentos com participação significativa de bancos oficiais, tendo em vista tratar-se de segmento importante na geração de empregos através de empresas e pequenos e médios produtores integrados.

2. Fazer um recadastramento de todos os pomares implantados, identificando idade, clones, porta-enxertos, sistema de condução para avaliarmos o potencial de produção e expectativa de classificação das safras futuras.Passou o tempo que compradores fixavam o preço ao produtor na colheita de forma empírica olhando para a árvore ou para o bin. Também, desmistificou-se a habilidade destes profissionais com seu olho biônico na avaliação da matéria-prima com sua classificação final e preço potencial de mercado.
O mercado permitia porque a oferta era menor, ou através de artifícios de classificação ou, ainda, alegando perdas nas câmaras, pacotes econômicos e o preço fechado não era tão real como se imaginava.Hoje, o preço ao produtor é formado decompondo-se em valores por categorias de acordo com as normas e principalmente pela pressão dos distribuidores que precisam atender as demandas de seus nichos.A partir deste novo conceito torna-se importante firmar nossas estratégias nos clones modernos com 90% de coloração vermelha ou pink que resultam em mais exportação, Cat. 1 e 2 e por conseqüência melhores preços.Não podemos esquecer que estes clones vendem mais que os tradicionais.
Das evidências, podemos concluir:
- Dar maior velocidade na erradicação dos clones tradicionais;
- Informar às Associações as áreas implantadas,erradicadas e, principalmente, as produções anuais, e
- identificar o novo desenho do mercado para evitar novos níveis de sobreoferta.

3. Iniciar negociações com órgãos governamentais e seguradoras para a revisão da Portaria de Classificação e de indenização da maçã granizada, principalmente para a Cat. 3, cujos critérios foram estabelecidos há mais de 10 anos, quando o mercado era comprador.
Hoje, na avaliação do nível de dano se atribui certo valor como fruta de mesa para a Cat. 3, mas o mercado não aceita e este lote acaba sendo destinado para a indústria com remuneração de 10% da maçã de qualidade.Seguro adequado, disponibilizando verbas de subsídio no devido tempo, é uma política governamental para garantia de renda do produtor.

4. Exigir do Governo um controle severo contra a entrada de maçãs que não cumpram com as exigências de classificação, sanidade e que tenham subsídios na formação de preços.
Devemos ser claros e firmes na defesa de nossos interesses, cobrando isonomia tributária/trabalhista, cambial e de juros.

Desníveis provocados por políticas macroeconômicas deverão ser tratados através de mecanismos compensatórios que poderão resultar em desonerações tributárias, cotas ou proibição de entrada em períodos críticos.Nas relações comerciais com outros paises existe um mecanismo clássico de transferência de problemas.

Se o mercado destino dos pepinos não reclamar, continuaremos receptadores de produtos de baixa qualidade e o país de origem continuará com seus problemas e uma vantagem, tem gente que engole.Literalmente, vale para certas categorias de vinhos, sucos e maçãs.
Finalizando, queremos competir em igualdade de condições e não queremos, mais tarde, soluções do tipo refinanciamento de dívidas impagáveis como favor.

Solucionar no devido tempo os problemas existentes e os em vir a ser é a estratégia para um desenvolvimento seguro com o fortalecimento do setor privado que é o grande gerador de emprego, renda e arrecadador de 37% de impostos embutidos no PIB brasileiro.

José Sozo
Vice-Presidente de Promoções - AGAPOMI

Fonte: http://www.agapomi.com.br/jornal.php?noticia=154

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Agricultores serranos recebem capacitação para qualificar a produção orgânica de tomate

Durante a tarde desta terça-feira (14) em uma parceria do Grupo de produtores orgânicos da região de Urupema com a Epagri, foi realizado um treinamento em condução de tomate, com o engenheiro agrônomo, pesquisador da Epagri na de Caçador, Marcio de Medeiros Gonçalves, na propriedade do produtor Lauro Pereira, em Canoas, na cidade de Bom Retiro.

O objetivo do treinamento foi capacitar os produtores, melhorando a qualidade de produção e como o tomate é um dos produtos mais visados para comercialização, foi a cultivar escolhida para tratar no encontro.
Após uma conversa técnica e também demonstração visual dos tratos culturais, problemas sanitários, pragas, técnicas de cultivo e insumos utilizados no cultivo do tomate, foi realizado o treinamento prático de condução do tomateiro nas lavouras da propriedade.
O grupo de produtores é composto por agricultores que praticam o sistema orgânico em frutíferas e hortaliças nos municípios de Urupema, Painel, Rio Rufino e Bom Retiro e realiza parceria de comercialização desde 2009 com a Agrozen aqui para Santa Catarina e com a Rede Orgânica de Produtos Naturais para o estado de São Paulo. Desta forma o grupo consegue garantir o escoamento de sua produção com garantia certa de mercado, e sem ação de atravessadores.
Participaram também do treinamento outros agricultores convidados, os extensionistas Marcelino Campagnaro da Epagri de Urupema e João Pereira da Epagri de Painel, a engenheira agrônoma Gilcilene Arruda Andrade, além de representantes da Agrozen e Rede Orgânica.


Lauro Pereira, proprietário das lavouras observadas, Marcio Gonçalves edemais produtores observando uma das etapas de plantio de tomate.


Marcio Gonçalves com mais orientações ao grupo de produtores.

Em tempo: Urupema conquista mais 5 membros messiânicos

Neste dia 05 de dezembro em Urupema, foi realizada mais cerimônia de outorga de membros da Ingreja Messiânica Mundial, onde mais cinco membros receberam o Sagrado Ponto Focal, Ohikari e receberam a permissão a partir de então pra aministrar o Johrei, com a presença e orientação do Ministro Felipe Luciow.

O messianismo vem agregar Cristianismo e Budismo, com principios similares, com a crença no Deus Sumpremo, mas com a novidade do Johrei.

O Johrei é uma forma de trazer a tona e à prática a centelha divina "encapsulada" em sentimentos materialistas arraigados através de diversas encarnações e que são, estes sentimnentos e pensamentos, purificados pela essência de Deus. É a transformação de sentimenos de mágoa, raiva, ansiedade, quanto a pessoas ou situações, em sentimentos de solidariedade, carinho, perdão, enfim, em sentimentos nobres.

A partir daí, da dissipação dos males, levar esta Centelha Divina a mais e mais pessoas é a missão do messiânico, sem dogmas, e levando sempre consigo a cosciência de que tudo foi e é condedido pelo Supremo Deus.

Johrei é uma palavra japonesa que significa “purificação do espírito” (Joh = purificar, rei = espírito). Tal purificação ocorre através da canalização da Luz de Deus, pelas palmas das mãos do ministrante.

De acordo com Meishu Sama: “Aparentemente, a finalidade do Johrei é a cura das doenças. Mas, na verdade, o seu objetivo é muito mais amplo. Em síntese, Johrei é uma maneira de criar felicidade. Em termos simples, o Johrei cura as enfermidades porque dissipa a sua causa, que são as nuvens espirituais. Mas ao purificar o corpo espiritual de suas nuvens, o Johrei elimina, simultaneamente, todos os sofrimentos do ser humano. Porque a pobreza e o conflito também são manifestações da ação purificadora, juntamente com a doença. Dentre as purificações, entretanto, a principal é a doença, porque afeta a própria vida. Portanto, resolvido o problema da doença, a pobreza e os conflitos também o serão. Este é o princípio da felicidade”.

Regulamentação ou destruição da cadeia de produtos orgânicos?

Entedemos que toda Lei que se faz em nosso país e principalmente esta Lei de Regulamentação dos Orgânicos, 10.831 de 23 de dezembro de 2003, tem objetivos bons. O setor de orgânicos precisa disto, precisa se organizar e fortalecer. Mas antes disto, é necessário que se faça possível aos organismos que hoje fazem parte do sistema, certificadoras, empresas comercializadoras e produtores, tenham condições de se adaptar e poder estar em conformidade com a Lei. Do contrário, teremos a mitigação de milhares de produtores que há anos têm seus produtos comercializados como orgânicos.
Isto acontece porque a Lei entrará em vigor no dia 01/01/2011, e a partir desta data os produtores e empresas só poderão vender seus produtos como orgânicos se forem certificados por uma certificadora acreditada pelo INMETRO e credenciada pelo Ministério da Agricultura. Só que o ritmo dos procedimentos de acreditação não acompanha a vontade dos legisladores. Das 9 certificadoras que entraram com pedido de credenciamento apenas 3 já estão aptas as demais aguardam o agendamento da auditoria ou estão em fase de pedido de credenciamento e acreditação.
Diante de tal grave situação, faz-se urgente a prorrogação da data de início da referida lei. Uma outra alternativa seria a colocação de uma data limite para que as seis certificadoras em fase de credenciamento concluam seus processos ou seus produtores migrem para uma outra certificadora já credenciada. Afinal, qualquer medida a ser tomada demandará um prazo para efetivação.

Caso contrário, mais de 3.000 famílias envolvidas, direta ou indiretamente, no sistema de produção de orgânicos no Brasil, serão prejudicadas e desestimuladas ao perderem sua certificação por falta de tempo para a conclusão do credenciamento de suas certificadoras.
Tais agricultores produzem orgânicos há anos, dedicando-se ao aumento da oferta de uma alimentação mais saudável. Não é justo que 50% desses produtores - já considerados orgânicos - fiquem sem certificação e comprometam seus projetos de vida pessoal e profissional.
“É preciso prorrogar o prazo das auditorias ou estabelecer um prazo limite para a mudança dos produtores para outra certificadora. Não podemos deixar milhares de produtores sem acesso à comercialização de seus produtos como orgânicos a partir de 01 de janeiro de 2011. Tal atitude será um grande desestímulo para o futuro da produção orgânica no país. Isso sem falar no prejuízo das empresas comercializadoras e processadoras, que hoje trabalham com a venda de produtos orgânicos e são certificadas por alguma das seis certificadoras sem o credenciamento. Se as empresas interromperem o comércio de produtos orgânicos, qual será o destino de seus funcionários? E os consumidores? É bem provável que haja protestos, pois, do dia para a noite, os produtos orgânicos certificados sumirão do mercado devido ao rigor de uma lei imposta sem levar em conta a realidade”, questiona o agronômo Harada da Certificadora Mokiti Okada.
Se a produção orgânica brasileira hoje não é grande, cremos que, com tais acontecimentos, ela será, com certeza, diminuída consideravelmente por um período de tempo indeterminado, devido ao desestímulo e ao prejuízo causado aos produtores e empresas que ficarão sem certificação.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

IPAC realiza balanço das atividades em 2010

Nesta quinta feira (02), os sócios do Instituto de Pesquisas e Aplicação Ambiental e Cultural - IPAC reuniram-se em Assembléia Geral em Urupema para avaliar as atividades realizadas durante o na de 2010.

O Instituto que atua regionalmente na Serra Catarinense teve seu relatório anual aprovado e analisou o andamento dos projetos da área ambiental, como o projeto de avaliação do ataque de lontras aos tanques de piscicultura e o projeto de monitoramento da comunidade de mamíferos em pequenas propriedades rurais. Foram analisadas também parcerias realizadas com IBAMA e outras instituições e empresas que possibilitaram a implementação de diversas outras ações, como a disponibilização, juntamente com a Eco Pousada Rio dos Touros, do turismo científico, em que o turista se hospeda na Eco Pousada, e parte do valor da estadia é destinado ao IPAC e o hospede ainda participa das atividades dos projetos do IPAC.

Outro passo importante do Instituto foi a obtenção do título de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, que facilitará parcerias com o poder público em todos os níveis de governo e também permite doação da iniciativa privada que tem por sua vez o desconto destas doações em seu imposto de renda.

A reunião também contou com a participação de novos sócios, inscritos na ocasião e com a direção e professores do Instituto Federal de Santa Catarina –IFSC.