segunda-feira, 29 de junho de 2009

Conquista cooperativista

Julho é um mês importante para o cooperativismo, nos dias 04 e 05 de julho, Dia Internacional do Cooperativismo e Dia Internacional das Cooperativas, respectivamente. Importante? Sim e muito importante.
Marcações com estas afirmam ainda mais este movimento, doutrina, sistema, ou atitude, como queiram os leitores, que vem há muitas décadas se desenvolvendo e desenvolvendo a Sociedade.
Agir simultânea ou coletivamente com outros para um mesmo fim, ou seja, trabalhar em comum para o êxito de um mesmo propósito”, eis aí o conceito dado pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina – OCESC ao cooperativismo. Mas pode ser mais, muito mais. Desde o crescimento econômico proporcionado por cooperativas de produção e de crédito, passando pelos diversos ramos até o desenvolvimento social permitido pelas cooperativas de trabalho e de educação, a cooperação impulsiona (ou deveria impulsionar se fosse mais exercida), inclusive a recuperação global em âmbitos social, econômico, ambiental, etc., já que seu modelo visa pessoas e não lucro e consumo como o restante dos setores e modelos empresarias o fazem, estando fadados à crise atual.
As cooperativas estão demonstrando que são o motor, não somente para impulsionar o desenvolvimento econômico, mas também, a democracia econômica e política, bem como a responsabilidade social. As cooperativas oferecem uma forma mais justa de fazer negócios, onde os valores sociais e ambientais contam, não somente como algo a fazer, se você puder fazer, mas que são, simplesmente, parte da maneira de fazer negócios.

"Toda força será fraca, se não estiver unida."
Jean de La Fontaine

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sem diploma? Como assim?

A decisão do STF nesta quarta-feira (17) em derrubar a exigência do diploma para exercício da profissão de jornalista mostra mais uma vez como as coisas andam em nosso país. A previsão de que esta decisão se estenda às demais profissões que não exijam “conhecimento técnico/científico”, me envergonha ainda mais. Quer dizer, no caso do jornalista, por exemplo, a decadência em qualidade da profissão e o aumento de erros e escândalos em uma área extremamente complexa de atuação, serão inevitáveis.
Atualmente, já há uma infinidade de profissionais, por aí que se dizem assessores de imprensa, atividade exercida formalmente por Jornalistas e Relações Públicas, que escrevem e relatam banalidades, realizando muito mais publicidade tosca do que informação em seu sentido mais verdadeiro, ético e profissional.
Iguala-se por essa decisão, os profissionais, que passam quatro anos nos bancos escolares, a pessoas que acham “legal” se dizerem jornalistas e escrevem colunas em jornais país afora.
Obter qualificação em jornalismo é muito mais que a redação de textos e releases, e é sim uma maneira idônea de evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros ao contrário do que disse o presidente do STF, Gilmar Mendes.
A advogada Taís Gasparian, que defendeu que a exigência do diploma é inconstitucional disse durante o julgamento “É uma profissão intelectual ligada ao ramo do conhecimento humano, ligado ao domínio da linguagem, procedimentos vastos do campo de conhecimento humano, como o compromisso com a informação, a curiosidade". Sim concordo e digo mais, é o compromisso com a informação e também com a VERDADE, CORRETA, COESA e PRATICADA DE FORMA PROFISSIONAL .
O diploma de jornalista jamais foi ou será um obstáculo para a liberdade de expressão, como também foi colocado durante o julgamento, e sim uma garantia de que o jornalista com a formação, esse sim gabaritado e preparado na defesa da verdade, estará apto a desenvolver e atuar na profissão de jornalista e não só colaborar com jornais.
Segundo o G1 da Globo o fim da exigência do diploma foi comemorado pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ), lógico, assim estes veículos de imprensa podem empregar seus escritores legalmente, e ainda intitulá-los jornalistas. Comemoração? Com que intuito? Será que é o fato de que o jornalista desde sua regulamentação no Brasil há 40 anos, até em tempos de regime militar e censura, sempre se destacou? Enquanto colunistas e colaboradores “os se achando”, com a liberdade de expressão sem compromisso sustentam um sucesso transitório?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Qual querência?... A minha!

Às vezes sou questionada do porquê cultivar uma cultura que não é de Santa Catarina o estado em que nasci. Pois bem, não cultivo a cultura Rio Grandense e sim a Cultura e a Tradição Gaúcha, que atravessam fronteiras entre estados e países, e que não se trata apenas de trajar pilcha, ou dançar as músicas tradicionalistas, mas sim de poder sentir em cada traço e vestígio desta tradição a vida dos nossos antepassados, o valor que eles davam para as relações humanas e com a natureza da qual faziam parte. Enfim, viver o campo, viver a vida.

Atualmente, numa sociedade com tanta superficialidade é que temos que “fincar” ainda mais as nossas raízes. E para mim que nasci e cresci no campo e hoje não possuo mais esta sorte, resta a música nativista, o MTG, os traços da vida de campo em meus desenhos e telas. Tudo isso se torna uma ligação à tradição... um vínculo com algo perfeito e sublime que é o interior, que é o sítio, que é a fazenda, que hoje por infinitos motivos, não posso usufruir fisicamente.

“Cada rincão tem seu nome

Cada lugar tem seu jeito
Minha querencia é tamanha
Mas cabe dentro do peito”

Marenco na música “Que tem nome de Querência”