domingo, 7 de outubro de 2012

Reinvenção


Por vezes me pego em discussão com minha consciência. Ela, sempre na cobrança dos dias mais calmos
que vivo prometendo. Eu, tentando não titubear na certeza de que é passageiro. Mas sabe, estou ficando na dúvida... Acho que não é passageiro. A cada dia ao invés de diminuir, aumenta.

Numa coisa eu e também minha consciência concordamos: não nascemos para a rotina. Mas ultimamente ela vem nos engolindo... com tudo o que tem direito.

Talvez seja esse o motivo de minha consciência ter iniciado os protestos. Eu de tão cheia de coisas a fazer nem tinha percebido.

Em meio ao caos. Não devo discordar de minha consciência, afinal ela está apenas me relembrando que tenho as opções: seguir na rotina dos dias que seguem aguardando anciosos a noite para enfim descansar do turbilhão e viver novamente um amanhã sem mudança; ou recomeçar, com tudo diferente, a cada dia, em busca da tão almejada felicidade.

Vamos nos reinventar, de novo. A alienação e desnaturação que a correria e as tensões da rotina provocam tem que acabar.

Quero essa felicidade. Ah minha consciência, mas quero a Felicidade com "F" maiúsculo. Aquela que vem nos detalhes. Na pequena tarefa no trabalho. No ouvir da expiração do meu amor em um forte abraço. No fato de abrir os olhos e respirar.

E quero perceber tudo isto.

Quero como um pássaro, sem preconceitos ou qualquer malícia ou repreensão externas, me jogar e realmente usufruir do voo, em toda a sua extensão e em todos os seus momentos, desde as planagens até o mais forte bater de asas.

É isso. Apenas esperar pelo que estará no fim do caminho não me basta.

E está acordado. Pode tranquilizar-se Consciência!

sábado, 6 de outubro de 2012

Idolos meus - Em tempos difíceis vale lembrá-los...

...E lembrando-os verificar que o mundo é bom, pois eles morreram mas suas obras são eternas.

Há heróis e heróis. Há que assim considerem os BBBs, ou qualquer desses cantores de forró ou arrocha da atualidade. Ídolos são facilmente criados em uma cultura saturada e sem raízes. 
Pois bem, como nesta semana também foi comemorado o dia do poeta, que não o sou, mas quem sabe seja, me arrisco a refletir como um deles e meu tema será os "ídolos meus". 
"Vigília no campo" - Uma das minhas prediletas de Zumblic

Começo falando de Willy Zumblic.
Eu maravilhada na casa da cultura de Tubarão,
 com as  obras de Zumblic.
Neste último dia 26 de setembro aniversariou um dos grandes artistas catarinenses e brasileiros. Willi Zumblic, tubaronense, retratou durante anos as mais variadas cenas da história do contestado, de uma forma tão viva que sua obra nos carrega para dentro de seu conteúdo. Algum veículo noticiou isto? Não. Apenas atentos cronistas, colunistas o lembraram e marcaram de alguma forma em suas linhas sua homenagem a este maravilhoso pintor. Em 2013, ano do centenário do pintor, quem sabe tenhamos gentis e merecidas comemorações...

Zumblic nasceu em 1913 e morreu em 03 de abril de 2008. 



 Já no dia 04 de outubro, é comemorado o dia de São Francisco de Assis.

Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como São Francisco de Assis (Assis, 5 de julho de 1182 — 3 de outubro de 1226), foi um frade católico da Itália. Depois de uma juventude irrequieta e mundana, voltou-se para uma vida religiosa de completa pobreza, fundando a ordem mendicante dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos, que renovaram o Catolicismo de seu tempo. 

Com o hábito da pregação itinerante, quando os religiosos de seu tempo costumavam fixar-se em mosteiros, e com sua crença de que o Evangelho devia ser seguido à risca, imitando-se a vida de Cristo, desenvolveu uma profunda identificação com os problemas de seus semelhantes e com a humanidade do próprio Cristo. Sua atitude foi original também quando afirmou a bondade e a maravilha da Criação num tempo em que o mundo era visto como essencialmente mau, quando se dedicou aos mais pobres dos pobres, e quando amou todas as criaturas chamando-as de irmãos. Alguns estudiosos afirmam que sua visão positiva da natureza e do homem, que impregnou a imaginação de toda a sociedade de sua época, foi uma das forças primeiras que levaram à formação da filosofia da Renascença.

Sua oração é uma das mais belas e um dos maiores exemplos de resignação e do desejo de "paz e bem":


Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Filmes da semana - outubro de 2012/1


Cavalo de Guerra

Lançado em janeiro de 2012

Com direção de  Steven Spielberg e 

Ah... este entrou para o hall dos MEUS melhores filmes. Primeiro pela minha paixão escrachada por cavalos e depois porque a história é excelente. Ted Narracot (Peter Mullan) é um camponês destemido e ex-herói de guerra. Com problemas de saúde e bebedeiras, batalha junto com a esposa Rose (Emily Watson) e o filho Albert (Jeremy Irvine) para sobreviver numa fazenda alugada, propriedade de um milionário sem escrúpulos (David Tewlis). Cansado da arrogância do senhorio, decide enfrentá-lo em um leilão e acaba comprando um cavalo inadequado para os serviços de aragem nas suas terras. O que ele não sabia era que seu filho estabeleceria com o animal um conexão jamais imaginada. Batizado de Joey pelo jovem, os dois começam seus treinamentos e desenvolvem aptidões, mas a 1ª Guerra Mundial chegou e a cavalaria britânica o leva embora, sem que Albert possa se alistar por não ter idade suficiente. Já nos campos de batalha e durante anos, Joey mostra toda a sua força e determinação, passando por diversas situações de perigo e donos diferentes, mas o destino reservava para ele um final surpreendente.
Emoção e diversos momentos de torcida pelos personagens....Vale muito a pipoca e todas as lágrimas ao seu final.

Se beber não case II

Lançado em maio de 2011.

Com o trio principal vivido pelos atores Zach Galifianakis, Bradley Cooper e Ed Helms, teve a maior bilheteria da história em comédias para maiores de 18 anos nos EUA, um sucesso de público.

'Se Beber, não Case 2', Phil , Stu, Alan e Doug viajam para a exótica Tailândia para o casamento de Stu. Após a despedida de solteiro inesquecível, em Las Vegas, Stu optou por um seguro e sossegado café da manhã para a festa de pré-casamento. No entanto, as coisas nem sempre saem como planejado. O que acontece em Las Vegas pode ficar em Vegas, mas o que acontece em Bangkok não pode sequer ser imaginado. Uma série e loucuras na noite que antecede o casamento é vivda pelos personagens... Algumas risadas e em alguns momentos fica aquela sensação de " como um autor pensou em um troço assim par um filme desses"... Mas valeu os 102 minutos em frente à telinha.