segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Relações Públicas e a Gestão da Qualidade

Em meus estudos durante a gradução já me questionava, o quanto o profissional de Relações Públicas pode contribuir positivamente na Gestão da Qualidade das empresas. É área do profissional de administração, eu sei. Mas como diria um importante administrador que conheço, "Relações Públicas é uma importante fonte de informações para o planejamneto estratégico de qualquer organização".

No processo de desenvolvimento histórico dos métodos de gestão de qualidade, passando pelos mais conhecidos, 5 S's, Kaisen, Kamban, Just in time, enfim... tantos métodos e teorias, quanto problemas na implantação dos mesmos.

O RRPP, tem condições plenas, pelo seu tato na comunicação interna e organizacional, de basear a implantação desses métodos e a efetiva consolidação de bons resultados, já que a corporação como um todo é a iguinação da "máquina" qualidade. É possivel traduzir as teorias de cada método em ações reais, que vislumbrem o potencial de cada público de relacionamento da organização, suas possibilidades de adequação a realidade e a vivência organizacional (cultura da organização - missão, visão e valores).

Atividade intrínseca de RRPP, consultar os públicos diversos sobre a atuação da empresa, através das diversas ferramentas, pesquisas de clima e opinião, jornais internos, mensuração de mídia gratuita, planejamento, torna imprenscindível a atuação deste profissional em parceria com as demais áreas.

Todas as soluções que devem ser observadas para uma boa implantação dos sistemas de gestão são conhecidas e manipuladas com propriedade pelo profissional de Relações Públicas. A busca do comprometimento efetivo e transparente da alta direção com os objetivos de qualidade, o envolvimento dos funcionários no processo para que se sintam responsáveis pelas transformações e melhorias, a definição clara dos objetivos e metas através do planejamento integrado, enfim, pontos que garantem a adequação do métodos de gestão à filosofia da empresa e vice-e-versa. Soluções que podem e devem ser dadas através da comunicação, ou de um bom projeto de comunicação interna, eficaz e eficiente, fazendo com que os requisitos dos programas de qualidade sejam assimilados de forma ampla e harmoniosa no ambiente da organização.
O profissional de Relações Públicas como parceiro da administração, intermediando os relacionamentos institucionais e de negócios da empresa, com os públicos interno e externo, mantendo os princípios operacionais e éticos de aplicação global da cultura organizacional, tem a capacidade de adequar os objetivos mercadológicas ao contexto socioeconômico e de atuação da organização.

Texto by Claine Andrade. O tema "Relações Públicas e a Gestão da Qualidade" foi objeto de minha tese no final da Graduação, em Comunicação social/ Relações Públicas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Da vaga lembrança

E já dizia Mário Quintana: "Se me esqueceres, só uma coisa, esquece bem devagarinho".
É mais o mundo não pede para que esqueçamos, os grandes fatos e feitos históricos... ou as centenas de mortos em Gaza, Afeganistão, Colômbia... mas nos esquecemos. Lentamente estamos perdendo nossa memória histórica.

"Vivemos dentro de uma grande máquina de esquecimento. Nela, o hábito é produzir enlouquecida e velozmente informação, claro que nem sempre nova. Notícia efêmera, fugaz, que foge da interpretação e de uma possível geração de conhecimento, porque é informação que objetiva estimular e acelerar a produtividade e o consumo, sem se importar com uma grave conseqüência: o alto custo social e ambiental. Nem mesmo a destruição de instituições, empresas, sociedades e comunidades inteiras parece não nos tocar, alertar, ensinar.
Já não nos lembramos mais de nada que tenha acontecido há mais de 20 minutos, um atestado da nossa triste condição de prisioneiros do momento, do instante. Contra a memória é possível apostar - e ganhar. Ela, a cada dia é elevada à condição de mito administrado. A memória que quer se tornar viva é alvo de reação.(...)

Pesquisa recente do DataFolha revelou que a maioria dos brasileiros desconhece, depois de 40 anos, o famigerado Ato Institucional número 5 (AI-5). O contexto, as razões e as conseqüências de sua decretação são desconhecidos por uma multidão no país. Os brasileiros não conhecem a história do país, uma limitação educacional que não é apenas nossa, mas de outros povos, tidos como mais educados e cultos. (...)

Diante desse furor informacional que nos abarca, é muito provável que, mais para frente, nos esqueceremos das razões da crise financeira global, dos financeiros ladrões, das empresas e dos governos não-governados, da sapatada no Bush, da grande enchente em Santa Catarina, do desastre ambiental da Amazônia, do desaparecimento da Mata Atlântica, do degelo dos pólos terrestres, do aquecimento global, do desemprego e também do ano de 2008."

Paulo Nassar é professor da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE).