quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Iniciada a segunda estapa do projeto Estudo de Comportamento do Macaco-prego

Espiga, a fêmea de macaco-prego (Cebus sp.) mantida na BAP/IBAMA foi tranferida para o recinto grande totalmente remodelado pelos biólogos responsáveis pelo projeto e servidores da BAP (Base Avançada de Pesquisas).
A transferência faz parte do projeto de Estudo do comportamento de macaco-prego cativo.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

COOPERAÇÃO: LIÇOES DO FORMIGUEIRO

Animais e homens, para ambos a cooperação parece ser o fator chave do sucesso. Golfinhos formam grupos para encurralar cardumes de peixes com resultados muito melhores que a caça individual. Chimpanzés formam bandos de mais de cem indivíduos que os protege contra predadores e bandos rivais. E a humanidade forma grupos de trabalho há muitos milhares de anos. Henry Ford revolucionou a indústria com o conceito de linha de montagem, que nada mais é do que uma nova forma de organizar a cooperação humana. Mas como convencer cada indivíduo a atuar cooperativamente como parte de um grupo? Por mais que o desempenho cooperativo de um grupo seja a opção mais interessante para a coletividade, os mecanismos do individualismo, da deserção e da trapaça tendem a trazer benefícios ainda maiores para cada indivíduo em particular. (...)


Em termos de cooperação, entretanto, nada se compara ao que acontece com as formigas. Estes insetos têm uma organização sem hierarquia formal definida, sem mecanismos coercitivos, sem punições ou recompensas e sem estruturas de comando que funciona maravilhosamente bem. Todas as formigas cooperam e colocam a sobrevivência do formigueiro acima de sua própria sobrevivência. Não existe deserção individual entre as elas. Formigas jogam segundo a estratégia do “coopere sempre” há milhões de anos com excelentes resultados. Mas não é isto que acontece entre os humanos, que sempre estão à mercê de uma traição de outra parte. Os seres humanos precisaram desenvolver mecanismos para estimular a cooperação mútua baseados na punição.

Para que a sociedade humana funcione, foi necessário criar o mecanismo do ostracismo, em que o indivíduo não-cooperativo é excluído do grupo. Para que se saiba quem é que não coopera – e, portanto, quem é que deve ser mantido fora do grupo – criou-se um outro mecanismo denominado estigmatização. O estigma é uma marca que o indivíduo condenado ao ostracismo carrega para ser facilmente identificado. No Oriente Médio, a amputação das mãos é um mecanismo usado até hoje para estigmatizar um ladrão. Uma pessoa maneta é facilmente reconhecida como uma ladra e, com isto, toda a sociedade sabe que ela não é digna de confiança. Ao contrário das formigas, nós só conseguimos obter a cooperação recíproca na marra. Se nós cooperássemos sempre espontaneamente, não haveria a necessidade de tantos mecanismos punitivos e/ou defensivos, como leis e contratos.

O maior problema do mecanismo da estigmatização e do ostracismo é que o indivíduo é impedido de permanecer no grupo por um comportamento passado, mas nada garante que isto se repetiria no futuro. Um caçador pode eventualmente desertar do grupo para caçar o coelho porque sua mulher acabou de parir um bebê e ele não podia prescindir de alimento naquele momento específico. Mas, no futuro, aquele caçador poderia voltar a se comportar cooperativamente e fazer a diferença para a sobrevivência do grupo, coisa que não vai ser possível se ele for estigmatizado e condenado ao ostracismo. O processo de estigmatização faz com que a sociedade dirija somente olhando no retrovisor e não para frente. Parece que temos muito a aprender ainda com as formigas.
Resumo dos textos de Raul Marinho.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Novo Blog: IPAC divulga suas atividades

Acessem ao Blog do IPAC - Instituto de Pesquisas e Aplicação Ambiental e Cultural. Dados do Instituto, atividades, projetos e muito mais...

http://institutoipac.blogspot.com.br/




IPAC Desenvolve estudo de compormento animal

Na ultima sexta-feira dia 15 de janeiro de 2010 biólogos(as) do Instituto de Pesquisa e Aplicação Ambiental e Cultural - IPAC, através de uma parceria com a Base Avançada de Pesquisas do IBAMA no município de Painel, SC, iniciaram o projeto de pesquisa intitulado Estudo do comportamento de macaco-prego (Cebus sp.) cativo na BAP/ IBAMA - Painel, este tem como objetivos: avaliar aspectos do comportamento da espécie, acompanhar o realocamento do indivíduo para recinto maior em comparação ao qual vinha sendo mantido, utilizar técnicas de enriquecimento ambiental com materiais que remetam ao seu ambiente natural, verificando as respostas a estes estímulos em específico, dentre outros.
A BAP/IBAMA Painel, desenvolve inúmeras atividades ligadas a conservação da biodiversidade, dentre elas está o recebimento de animais silvestre apreendidos ou então entregues voluntariamente por seus proprietários que os mantém ilegalmente. O animal alvo deste estudo é uma fêmea identificada como sendo jovem que foi capturada, após solta por seu antigo proprietário, no próprio município de Painel, encontrando-se na BAP desde o segundo semestre do ano de 2009.
O macaco-prego (Cebus sp. ) é um primata que possui grande adaptabilidade as condições de cativeiro, o que faz com que seja muito visado por contrabandistas. Uma vez cativo, não pode ser reintroduzido na natureza tendo que viver o restante de sua vida neste ambiente, por isso estudos de comportamento animal para esta espécie contribuem para o aprimoramento de técnicas que visem o bem estar, pois auxiliam na elaboração de métodos mais eficazes e adequados de manejo.
A conclusão do projeto está prevista para o mês de março de 2010, momento em que serão apresentados os resultados e sugestões ao técnicos da BAP.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Em 2010 Faça Valer!




https://www.youtube.com/watch?v=SkUEOOTfCCk