segunda-feira, 20 de julho de 2009

Urupema: Certificação Orgânica e Formação de Redes para Comercialização foram assuntos em reunião de agricultores

Nesta segunda dia 20, diversos agricultores de Urupema e Região se reuniram com o objetivo de debater a certificação orgânica e ouvir uma proposta para formação de uma rede formal de comercialização de produtos orgânicos.
Douglas Yoshimi Harada, da Certificadora Mokiti Okada – CMO explanou sobre o processo de certificação, a nova legislação para Agricultura Orgânica e também sobre as características de produção. Já a Comercial Zen, de Urupema e a Rede Orgânica de Produtos Naturais, de São Paulo, trouxeram ao grupo de produtores a proposta de formação de uma rede de fornecimento de produtos orgânicos, que embalados aqui na região seguirão direto ao CEAGESP em São Paulo.
“É a possibilidade da região comercializar uma quantidade maior de produto, com um custo final menor, o que possibilita o aumento da renda do produtor rural”, diz Amstrong Zen de Souza, diretor da Agrozen, que atua há 10 anos no mercado de orgânicos, inclusive no estado de São Paulo. O produtor também destaca todo o ganho que o produtor tem com a diminuição de fretes e a valorização do produto, através da garantia dada pela certificadora da origem orgânica dos produtos, livre de agrotóxicos e adubos químicos sintéticos.

Ao todo serão mais de 15 produtos agrícolas produzidos e fornecidos pela rede. O próximo passo será a reunião dos produtores com a empresa paulista Rede Orgânica, que acontece ainda esta semana.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Instituto de Pesquisas é apresentado ao Poder Público de Urupema


Nesta quarta feira dia 08 de julho o Instituto de Pesquisas e Aplicação Ambiental e Cultural – IPAC realizou um encontro de apresentação de seus objetivos e atuação, ao Poder Público de Urupema, onde estiveram presentes o prefeito municipal, os secretários municipais, vereadores e representantes da comunidade.

Constituído através da iniciativa de um grupo de cidadãos e profissionais, com visão comum sobre melhoria de qualidade de vida e sustentabilidade, o IPAC tem como missão promover a conservação do meio ambiente e dos recursos naturais, culturais e históricos, bem como o desenvolvimento sustentável através de pesquisas, estudos e aplicações de projetos socioeconômicos, ambientais, culturais e educacionais.

"É uma iniciativa muito boa e traz a importância que devemos dar ao meio ambiente e à cultura" , disse o prefeito municipal Amarildo Luiz Gaio, que esteve presente e parabenizou o Grupo pela criação do Instituto.

A atuação do instituto se dará através do aporte de projetos em parceria com instituições públicas e privadas, assim como organismos nacionais e internacionais de apoio e financiamento.


Guilherme Pozenato, um dos diretores do Instituto apresentou os projetos.

Terceiro Setor: desenvolvimento e perspectivas

Embora o desenvolvimento acentuado de entidades do terceiro setor seja um fato relativamente recente, suas origens encontram-se em períodos bem mais antigos da história. De fato, Hudson (1999) ressalta que em períodos anteriores ao nascimento de Cristo já se faziam presentes muitos dos valores hoje atribuídos ao terceiro setor, tais como a caridade e a filantropia.

O advento do Terceiro Setor não é fruto de uma causa específica, uma situação singular ocorrida no transcorrer da história. É na verdade o resultado de uma série de acontecimentos que vêm marcando a história e de questionamentos e ações deles decorrentes, que põem em xeque os valores vigentes na sociedade centrada no mercadoInstituições com preocupações e práticas sociais, sem fins lucrativos, que geram bens e serviços de caráter público, tais como: ONGs, instituições, clubes de serviços, entidades beneficentes, centros sociais, organizações de voluntariado etc, formam o Terceiro Setor. Seria enganoso achar que somente o primeiro e o segundo setores que organizam nossa sociedade operam com dinheiro, como se o terceiro setor pudesse renunciar a este instrumento. O que caracteriza cada setor em face dos recursos financeiros é o seguinte:Primeiro Setor: dinheiro público para fins públicos;Segundo Setor: dinheiro privado para fins privados;Terceiro Setor: dinheiro privado para fins públicos (nada impede, todavia, que o poder público destine verbas para o Terceiro Setor, pois é seu dever promover a solidariedade social). Este setor movimenta mais de um trilhão de dólares por ano, o que o coloca na posição de oitava economia mundial, se comparado ao PIB das nações mais ricas.Mas o Terceiro Setor não trabalha unicamente com recursos pecuniários. Faz parte integrante da sua concepção a prática de valores, que motivam os indivíduos a buscarem melhoria na própria vida e na do próximo, o esmero das qualidades ou virtudes sociais, o aprimoramento das aptidões e habilidades profissionais, o amadurecimento da cidadania.

Voluntariado, iniciativas beneficentes, cooperativismo, independência, oblatividade, humanismo, subsidiariedade, partilha etc. são diversos nomes com os quais muitas vezes designamos as práticas do Terceiro Setor.O poder de influência do Terceiro Setor é, como se vê, importante, inclusive porque parte das mudanças e inovações sociais mais significativas dos últimos tempos foram obtidas graças à criação e atuação de suas organizações.