quinta-feira, 9 de julho de 2009

Terceiro Setor: desenvolvimento e perspectivas

Embora o desenvolvimento acentuado de entidades do terceiro setor seja um fato relativamente recente, suas origens encontram-se em períodos bem mais antigos da história. De fato, Hudson (1999) ressalta que em períodos anteriores ao nascimento de Cristo já se faziam presentes muitos dos valores hoje atribuídos ao terceiro setor, tais como a caridade e a filantropia.

O advento do Terceiro Setor não é fruto de uma causa específica, uma situação singular ocorrida no transcorrer da história. É na verdade o resultado de uma série de acontecimentos que vêm marcando a história e de questionamentos e ações deles decorrentes, que põem em xeque os valores vigentes na sociedade centrada no mercadoInstituições com preocupações e práticas sociais, sem fins lucrativos, que geram bens e serviços de caráter público, tais como: ONGs, instituições, clubes de serviços, entidades beneficentes, centros sociais, organizações de voluntariado etc, formam o Terceiro Setor. Seria enganoso achar que somente o primeiro e o segundo setores que organizam nossa sociedade operam com dinheiro, como se o terceiro setor pudesse renunciar a este instrumento. O que caracteriza cada setor em face dos recursos financeiros é o seguinte:Primeiro Setor: dinheiro público para fins públicos;Segundo Setor: dinheiro privado para fins privados;Terceiro Setor: dinheiro privado para fins públicos (nada impede, todavia, que o poder público destine verbas para o Terceiro Setor, pois é seu dever promover a solidariedade social). Este setor movimenta mais de um trilhão de dólares por ano, o que o coloca na posição de oitava economia mundial, se comparado ao PIB das nações mais ricas.Mas o Terceiro Setor não trabalha unicamente com recursos pecuniários. Faz parte integrante da sua concepção a prática de valores, que motivam os indivíduos a buscarem melhoria na própria vida e na do próximo, o esmero das qualidades ou virtudes sociais, o aprimoramento das aptidões e habilidades profissionais, o amadurecimento da cidadania.

Voluntariado, iniciativas beneficentes, cooperativismo, independência, oblatividade, humanismo, subsidiariedade, partilha etc. são diversos nomes com os quais muitas vezes designamos as práticas do Terceiro Setor.O poder de influência do Terceiro Setor é, como se vê, importante, inclusive porque parte das mudanças e inovações sociais mais significativas dos últimos tempos foram obtidas graças à criação e atuação de suas organizações.

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