segunda-feira, 7 de abril de 2014
Pipoca no cinema: Noé vale os bilhetes...
De: Darren Aronofsky
Mais do que a história bíblica às telonas, o filme discute a posição do ser humano diante do “juízo final”, sob os mais diversos aspectos. O lado da fé que beira o fanatismo é explicitamente representado pelo próprio personagem título. A crença inabalável de Noé em seguir os desígnios de Deus faz com que não apenas construa a famosa arca, mas também deixe de lado centenas – milhares? – de vidas humanas suplicando por uma vaga na embarcação, trazendo ao personagem uma dubiedade moral que pode render uma boa polêmica. Mais intenso ainda é o conflito vivido por Noé após o dilúvio, numa subtrama surpreendente que desperta vários questionamentos sobre o próprio ser humano.
São trechos pouco conhecidos vindos das mais diversas religiões. Questões básicas sobre a construção da arca e como os animais chegaram à embarcação, e lá permaneceram em harmonia durante o dilúvio, são explicadas no longa-metragem, por mais que existam algumas perguntas sem resposta aqui e ali.
Um grande apuro na criação da realidade, mas a produção derrapa de leve justamente num de seus elementos cruciais: os guardiões. Seres gigantes que servem de ligação entre o paraíso perdido e a vida atual na Terra, eles são conceitualmente interessantes mas pecam na roupagem em tom de fantasia.
Contudo, valeu os bilhetes! Recomendo!
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