segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mulher, ser humana é detalhe

Por que sempre levamos a culpa pelos erros, a fama de sermos complicadas e de criarmos tempestades?

Somos apenas mulheres, seres humanos. Bom, deste segundo termo às vezes, não tenho certeza.  Por vezes ultrapassamos a linha da condição humana. No dia em que temos que acordar e ir logo adiantando coisas da casa, como louças, roupas a lavar e depois seguimos ao trabalho - geralmente uma parte dura da rotina, pois é onde temos que demonstrar que nossa condição pode nos fazer muito profissionais e profissionais especiais- e ao final do dia retornar e acabar o que atinha adiantado. Somos mães que temos sob a nossa responsabilidade outras vidas. Somos esposas, posição em que também temos parte de responsabilidade na manutenção de vidas.  Nos dias que temos que cuidar disto tudo abandonamos nossa condição humana, passamos talvez ao ilusionismo da mágica, ou ao patamar dos deuses. 

Ah... você deve pensar a estas alturas, quanto exagero. 

Mas tem mais.  Somos estudantes. Artesãs. Temos amigos. Temos cachorros, temos nosso programa preferido na TV, temos os nossos livros de cabeceira, fazemos academia. Ah... nós também descansamos. Nós gostamos de baladas, camping, de visitar nossas mães, de fazer compras e, algumas, gostamos de futebol. 

Acho que não contém exageros nos chamarmos "deusas", e fica também longe de feminismo. É, apenas, realidade.

Mais que humanas, somos mulheres e precisamos sim de amor, reconhecimento e elogios. Talvez até oferendas e rituais, como faziam os crentes em suas deusas.

"Lutamos por causas perdidas porque acreditamos nelas. Não esperamos nenhuma recompensa, apesar de merecermos o mundo. Choramos de alegrian e rimos de nossas tristezas. Estamos sempre em busca de algo, e espereamos quando ninguém vem. Caímos e levantamos. Somos pura fragiliddade travestida de rocha. Tentamos a recuperação do irrecuperável. Somos como a lua, pois vivemos fases. Mas apesar dessas controvérsias, somos conquistas, realizações e amor, um mistério fascinante da vida." Do texto “A pele que habito“, de Cindia Regina Meneguetti, do editorial de crônicas da Revista Visão (fev/13)

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