sábado, 5 de março de 2011

"Carpe Diem" ou Aproveite o Dia


Acordar todos os dias e pensar que é o último dia é uma forma de valorizar cada momento e amar as pessoas com quem se convive, com a compreensão de que poderá ser o último dia delas também.

Mas nos assusta. Nos assusta o desconhecido, nos assusta a morte... Mas as doenças, acidentes, enfim, tudo nos faz lembrar que a eternidade não é possível neste mundo. O problema está com os que ficam. Retirar do próprio convívio uma pessoa que se ama é quase inconcebível para alguns.
A morte faz parte da vida. O problema é a transição entre elas.
Parece triste mas é uma realidade que deve ser encarada e refletida, como Alexandre, o Grande o fez. Os três últimos desejos dele foram: 1. Que seu caixão fosse transportado pelas mão dos médicos da época; 2. Que fossem espalhados no caminho e até seu túmulo os seus tesouros conquistados, como ouro, prata e pedras preciosas; 3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão a vista de todos. Um dos generais, admirado com esses desejos insólitos perguntou a Alexandre quais as razões desses pedidos e ele explicou: " 1. Quero que os mais eminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles não têm poder perante a morte; 2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem; 3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos."
Os ventos que às vezes tiram algo que amamos são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo o que é realmente nosso nunca se vai para sempre.

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